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Flávio Bolsonaro continua enfrentando desconfiança dentro de seu grupo político

Desconfianças internas persistem no grupo de Flávio Bolsonaro, porta-voz do pai, diante de decisões contestadas por aliados próximos

Flávio Bolsonaro beija o pai, Jair Bolsonaro, durante evento do PL em 2022
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Flávio Bolsonaro, senador pelo PL-RJ e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi anunciado como ungido do pai para concorrer ao Palácio do Planalto. A decisão gerou resistência entre lideranças de centro e direita, que avaliavam a escolha como menos favorável diante de Lula. A leitura de bastidores já sinalizava disputas internas sobre o nome ideal para enfrentar o PT.

Apesar da resistência inicial, as disputas internas não impediram a agenda do candidato. Pesquisas indicam que Lula e Flávio Bolsonaro chegam a empatar tecnicamente em cenários de segundo turno, com o senador aparecendo na frente em alguns levantamentos, como Datafolha e Genial/Quaest. A leitura de governo permanece sob avaliação, com dúvidas ainda presentes.

Porta-voz e bastidores

Desde a prisão de Jair Bolsonaro, em regime domiciliar, Flávio assumiu também o papel de porta-voz do pai. Por estar listado entre os advogados do ex-presidente no STF, pode visitá-lo diariamente, em encontros de até trinta minutos. Essa rotina alimenta anúncios de candidaturas pelo país, mas nem todos afiliados seguem as mensagens.

Alguns governistas questionam se as mensagens seriam realmente autorizadas pelo ex-presidente ou se partiriam apenas do filho. Internamente, há quem prefira alinhar-se diretamente a Bolsonaro, sem adotar as orientações de Flávio. A disputa de influência se acentua conforme o ciclo eleitoral avança.

Apoios e controvérsias

Em Ceará, Flávio revelou apoio à candidatura de Ciro Gomes ao governo, posição que gerou desconforto interno. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manteve apoio a Eduardo Girão para o Senado, divergindo do filho em um ponto sensível para o palanque regional.

Entre aliados estratégicos, nomes como Espiridião Amin e Caroline de Toni aparecem como pontos de apoio para campanhas — incluindo Santa Catarina —, em que Carlos Bolsonaro disputa vagas no Senado. A distância entre o que Flávio fala em nome do pai e o que aliados aceitam praticar eleitoralmente mantém-se como tema de incerteza dentro do grupo.

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