No Estadão Analisa desta segunda-feira, 04, Carlos Andreazza analisa o discurso do presidente Lula, que passou a adotar o tom antissistema no pronunciamento do Dia do Trabalho. O texto destaca críticas ao que ele chamou de sistema formado pela elite e pela “andar de cima”.
Segundo o colunista, Lula afirmou que esse sistema atua contra o governo federal. O presidente sugeriu que, se dependesse desse agrupamento, a abolição da escravatura, em 1888, não teria ocorrido. A fala integra uma leitura sobre obstáculos ao avanço de políticas públicas.
Andreazza também comenta a queda de braço entre Alexandre de Moraes e o antigo favorito à vaga no STF, Messias, após a derrota na indicação. O episódio ocorreu durante reunião no Palácio da Alvorada com Lula, ministros e lideranças, para avaliar estratégias que, segundo a leitura retratada, ensejaram a derrota.
A reportagem aponta que, em bastidores, Moraes teria ajudado o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a articular oposição a Messias. Auxiliares de Lula, sob reserva, citam ainda atuação de Flávio Dino para derrotar a Advocacia-Geral da União; Moraes e Dino negam participação.
Ainda conforme a análise, a reunião envolveu ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e José Múcio (Defesa), além de Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A reportagem cita desconfortos entre membros do governo e do STF, sem confirmação de acordos formais.
Sobre o programa
Acompanhe Estadão Analisa com Carlos Andreazza, de segunda a sexta, às 7h, com curadoria dos temas mais relevantes do noticiário.
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