O pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defende limitar reajustes do salário mínimo e de aposentadorias à variação do IPCA, encerrando o benefício adicional de até 2,5% acima da inflação. Ele revelou a ideia em entrevista ao Canal Livre, no domingo.
Para Zema, não é aceitável conceder ganhos reais a quem está aposentado. Ele afirmou que o país não comporta esse quadro, ainda que reconheça o respeito aos aposentados. O ex-governador atribuiu o argumento a um pacote fiscal que, segundo ele, reduzirá juros e ampliará investimentos.
Ele destacou que, hoje, o salário mínimo é apenas uma referência em grandes cidades, especialmente no Sul e Sudeste, onde poucos recebem o piso. O ex-governador também defendeu a criação de um salário mínimo regional para respeitar as particularidades entre estados.
Reforma da Previdência
Zema defende uma reforma da Previdência com um gatilho automático de aumento no tempo de contribuição conforme a expectativa de vida. O ex-governador afirmou que a ideia foi discutida na reforma durante o governo de Jair Bolsonaro, mas não foi adotada.
Segundo ele, é essencial elevar o tempo de contribuição para manter a sustentabilidade do sistema. A proposta integra o conjunto de propostas do ex-governador em relação a políticas de ajuste fiscal e privatizações.
Contexto eleitoral
Zema é pré-candidato do Novo à Presidência. Dados recentes indicam cenário competitivo para o grupo, com diferentes leituras sobre o desempenho de nomes fortes na disputa. Pesquisas também mostram aprovação de parte dos eleitores mineiros à gestão de Zema no estado.
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