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Após esvaziamento da cracolândia, usuários circulam por pontos em Santa Cecília

Praça Marechal Deodoro é o principal ponto de concentração de usuários de crack em Santa Cecília, com média de 29 por período e pico de 35

Grupo descansa na praça Marechal Deodoro, no distrito de Santa Cecília, na região central de São Paulo - Rafaela Araújo / Folhapress
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Em meio ao esvaziamento da cracolândia, usuários de crack circulam por cerca de 260 pontos no distrito de Santa Cecília e arredores, no centro de São Paulo. A movimentação constante resulta em revezamento de permanência entre bairros, com variações rápidas de presença.

Segundo relatório oficial, de 20 a 23 de abril foi contado um total médio de 214 dependentes químicos por período, entre madrugadas, manhãs, tardes e noites. Turbas são exceções; na maioria, há pessoas sozinhas ou em duplas.

A praça Marechal Deodoro concentra a maior densidade entre os pontos monitorados. No número 43, a média é de 22 usuários por turno, com pico de 35 em 21 de abril. Em 23 de abril, o local ficou sem registros no período vespertino.

Pontos de maior concentração e deslocamentos

Ao todo, a praça Marechal Deodoro registra atuação de indivíduos em até dez pontos diferentes do logradouro. Considerando todos os pontos, a concentração média sobe para 29 por período.

A avenida Rio Branco, 940, figura como segundo endereço com maior população média: 12,5 usuários por turno, em 26 pontos monitorados, resultando em média de 24 por período.

Outros pontos com maior movimentação são a praça Princesa Isabel, 75 (10 usuários), a rua Apa, 83 (9), e a avenida Duque de Caxias, 75 (7).

Ações de monitoramento e cuidado

O monitoramento é realizado em parceria entre o governo estadual e a prefeitura, com uso de drones e câmeras para contagem diária e identificação de pontos de distribuição de drogas. Policiais militares e guardas-civis fazem revistas e registram ocorrências.

Assistentes sociais atuam nas ruas para encaminhar frequentadores ao Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas, no Bom Retiro. O centro oferece atendimento social e médico inicial, com encaminhamento a hospitais ou a comunidades terapêuticas, conforme necessidade.

Perspectivas e próximos passos

A gestão estadual afirma que a cracolandia foi desmobilizada como principal ponto aberto de uso, mas admite que o consumo de crack persiste em outras áreas da capital e do estado. O vice-governador Felício Ramuth aponta a aplicação de aprendizados da área de Santa Cecília para outras zonas centrais e expandidas, incluindo Ceagesp e a avenida Roberto Marinho.

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