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Atraso na compra da Coronavac provocou perda de R$ 260 milhões, diz TCU

TCU aponta atraso na contratação da CoronaVac que resultou em perda de até 260 milhões de reais e descarte de doses com validade vencida

A CoronaVac é a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan (Divulgação)
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A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que a demora do Ministério da Saúde em concluir o processo de contratação da CoronaVac foi determinante para a perda de pelo menos R$ 260 milhões em vacinas compradas em 2023. O contrato tinha o valor de R$ 330 milhões e previa aquisição de cerca de 2 milhões de doses.

Segundo o relatório, apenas 260 mil unidades foram efetivamente aplicadas, o que representa até 97% de desperdício do insumo. Os lotes chegaram com validade curta e originating em um momento de menor demanda pelo imunizante no SUS.

O documento aponta ainda que, de 10 milhões de doses compradas, ao menos 8 milhões ficaram armazenadas sem uso e foram incineradas por vencimento. O Ministério da Saúde informou ter encontrado um cenário de abandono de estoques herdado pela gestão anterior e afirmou ter iniciado a compra no início de 2023, ainda no governo anterior.

O TCU não identificou envolvimento direto da então ministra da Saúde, Nísia Trindade, no atraso, mas aponta morosidade e falhas de coordenação na contratação. Também aponta que o instituto Butantan alertou a pasta sobre os impactos da demora, e que houve recurso de risco ao isentar o instituto de substituição de frascos com validade insuficiente.

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