Gleisi Hoffmann, do PT, criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após duas derrotas no plenário. O assunto envolve a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF e a derrubada de veto ao PL da Dosimetria, que beneficia Jair Bolsonaro e aliados do 8 de janeiro. As declarações foram dadas à GloboNews na segunda-feira, 4 de maio de 2026.
A parlamentar apontou um quadro político diferente, afirmando que houve uma aliança de governabilidade, com avanços em tramitações, mas destacou que o momento exige cautela. Em sua avaliação, não é aceitável transformar o embate político em uma disputa interna entre aliados, principalmente em um momento de disputa presidencial. O PT tem feito levantamentos internos para mapear apoios e possíveis defecções.
Apoiadores próximos ao governo discutiram ações contra Alcolumbre, incluindo mudanças em indicações ligadas ao senador, embora ainda sem decisão final tomada pelo presidente Lula. A pauta econômica e temas como a PEC da Segurança Pública devem ganhar prioridade na agenda, com o governo esperando andamento em meio a disputas internas.
Mudanças estratégicas e calendário
A PEC da fim da escala 6 X 1 segue em tramitação, avançando na Câmara e prevista para ir ao plenário em maio, antes de seguir para o Senado. O ritmo depende do atual comando da Casa, que tem papel decisivo na condução. Além disso, há 27 indicações do governo que aguardam apreciação no Senado em 2026, incluindo nomes para órgãos como Banco Central, Cade, CVM, Anvisa, Anatel, Aneel e ANS. Essas nomeações, embora não tenham efeito eleitoral direto, impactam a articulação política.
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