Paraisópolis, maior favela de São Paulo, volta a figurar como foco de análise sobre o impacto do crime organizado na vida cotidiana. Segundo reportagem da Folha, o PCC impõe controle territorial e restringe direitos básicos de moradores, com ações envolvendo comerciantes, trânsito e organizações sociais. A matéria aponta episódios de violência e vigilância que afetam o dia a dia na comunidade.
A publicação detalha que, em maio de 2006, ataques do PCC contra forças de segurança deixaram 564 mortos no estado de São Paulo, sendo 59 agentes. Quase duas décadas depois, o grupo ampliou atuação para mais de 20 estados e para prisões de 24 estados e do Distrito Federal, segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais. A expansão também ocupou fronteiras com outros estados do país.
Além da expansão territorial, a Folha aponta diversificação de atividades criminosas e maior controle social nas comunidades. Em Paraisópolis, moradores, promotores e policiais relataram cobrança de taxas a comerciantes, bloqueios de vias e fiscalização de entidades sociais, com registro de bloqueio filmado por drone.
Paraisópolis sob controle do PCC
Segundo relatos, a favela tornou-se espaço onde integrantes do PCC são julgados e punidos, incluindo execuções, conforme relatos coletados pela reportagem. O governo do estado, liderado pelo governador Tarcísio de Freitas, negou a existência de controle rígido, após o que agentes da Polícia Militar realizaram operação para remover barreiras de ruas no bairro.
A matéria ressalta que o fortalecimento de facções está associado à visão de que o crime organizado resulta de fenômeno contínuo, envolvendo presídios, política, mercado e economia. A reportagem também destaca a necessidade de inteligência na investigação de redes de financiamento e de corrupção, além de enfatizar a importância de atuação estatal em áreas como urbanismo, educação, lazer e saúde para reduzir o alcance do crime.
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