O premiê do Reino Unido, Keir Starmer, convocou líderes da sociedade para enfrentar o antissemitismo após um ataque com faca que deixou dois homens judeus feridos, na última semana, em Londres. O governo informou que o encontro também discutiria uma série de agressões associadas ao mesmo padrão de injúria e violência.
O ataque elevou a percepção de risco entre as comunidades judaicas do país e aumentou a pressão sobre o Partido Trabalhista, que está no poder, em meio à proximidade das eleições locais. O governo disse que já intensificou ações de proteção e monitoramento para reduzir ameaças à segurança dessas comunidades.
Além disso, o gabinete anunciou o aumento do nível de alerta de terrorismo para grave e uma linha de investimento adicional de 33,8 milhões de dólares para ampliar a proteção da comunidade judaica, estimada em 290 mil indivíduos. O objetivo é acelerar ações de combate ao extremismo e melhorar a coesão social.
Assembleia e metas
O encontro, marcado para terça-feira, reunirá representantes do setor empresarial, da sociedade civil, da saúde, da cultura, do ensino superior e da polícia, com participação de membros da comunidade judaica e ministros. A publicação oficial aponta foco em medidas de proteção, diálogo e políticas públicas de enfrentamento ao ódio.
O governo também sinalizou a intenção de apresentar legislação voltada a enfrentar ameaças patrocinadas pelo Estado e a promover uma resposta coordenada contra o extremismo. O objetivo é fortalecer a proteção da comunidade judaica e promover a convivência democrática.
Contexto mundial e nacional
O Índice Global de Terrorismo aponta que, apesar da queda de mortes por terrorismo em 2025, as fatalidades em países ocidentais cresceram 280% em relação a 2024, impulsionadas pelo antissemitismo, pela islamofobia e pelo terrorismo político. No Reino Unido, dados oficiais mostram aumento de crimes de ódio contra comunidades judaica e muçulmana após ataques de 2023 envolvendo o conflito entre Hamas e Israel.
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