O governo da Romênia, chefiado pelo conservador Ilie Bolojan, caiu nesta terça-feira (5) após o Parlamento aprovar uma moção de censura. A medida foi impulsionada pelo PSD, maior partido no plenário, e pela direita nacionalista, abrindo um período de negociações para formar um novo Executivo.
A votação ocorreu com 431 deputados presentes, 288 votos a favor, 4 contra e 3 nulos. Foi a moção de censura com maior apoio desde a redemocratização, em 1990. O PSD e forças da direita nacionalista apoiaram; conservadores, liberais e centristas não participaram.
Contexto político: o desmoronamento da coalizão veio após o PSD deixar o governo em protesto contra ajuste fiscal, com aumentos de impostos e cortes para reduzir o déficit de 7,9% em 2025, o maior da UE. As medidas também incluíram cortes de salários e demissões.
Nomes em jogo: o presidente Nicusor Dan terá papel decisivo na designação do próximo primeiro-ministro. A imprensa aponta Catalin Predoiu, atual ministro do Interior interino, como possível chefe de governo de consenso.
Reação econômica: mercados já reagiram com desvalorização do leu, elevando os custos de financiamento. O atraso na formação de governo aumenta incertezas para planos de fundos comunitários e investimentos estratégicos.
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