O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Apesar do apoio, ele defendeu que o governo federal compense financeiramente as empresas pelos custos da redução da jornada.
A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva após Flávio visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. O encontro ocorreu depois de uma suspensão de 90 dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu estou rodando o Brasil, a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6 x 1, então eu vou votar a favor do fim da 6 x 1”, disse Flávio a jornalistas após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
A PEC 221/2019 está prevista para ser votada nesta quarta-feira (14), em primeiro turno, no plenário do Senado. A proposta reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, estabelece dois dias de descanso remunerado e proíbe a redução salarial, e é uma das principais bandeiras do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de sua campanha à reeleição.
Embora tenha anunciado o voto favorável, Flávio Bolsonaro afirmou que a mudança na jornada de trabalho poderá aumentar os custos das empresas e defendeu que o governo assuma esse impacto financeiro.
“A gente vai votar a favor do fim da 6×1 e quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados, estão quebrados. Então o governo é que vai ter que bancar essa compensação”, declarou.
O anúncio representa uma mudança de postura de Flávio, que vinha criticando a votação da PEC durante o período eleitoral. Na semana passada, o senador classificou a iniciativa de Lula como oportunista e defendeu uma proposta alternativa de contratação por hora trabalhada.
Visita ao pai
Flávio Bolsonaro voltou a visitar o pai nesta terça-feira, depois que Alexandre de Moraes autorizou a retomada dos encontros familiares.
O senador estava proibido de realizar visitas desde julho, quando divulgou uma carta de Jair Bolsonaro em apoio à sua candidatura durante uma transmissão pela internet. Na ocasião, Moraes considerou que a divulgação descumpriu as restrições impostas ao ex-presidente.
A suspensão terminou no domingo (11). Na segunda-feira (12), o ministro autorizou a retomada das visitas, mas determinou que os encontros não tenham finalidade político-eleitoral.
A decisão também mantém a proibição de divulgação de manifestações ou declarações de Jair Bolsonaro, inclusive por terceiros.
A visita desta terça-feira foi autorizada com duração máxima de 30 minutos.
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