O deputado estadual Thiago Rangel, do Rio de Janeiro, foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira (5), na 4ª fase da Operação Unha e Carne. A ação investiga o vazamento de informações sigilosas por agentes públicos e apura fraudes em compras e serviços na rede estadual de educação.
A operação mira contratos de obras e aquisição de materiais Paulistas, vinculados à Secretaria de Educação do Estado (SEEDUC), especialmente em escolas da Diretoria Regional Noroeste. O esquema envolve direcionamento de contratações e desvio de recursos públicos.
Segundo as apurações, após recebimento de verbas, terceiros sacavam valores e repassavam a empresas ligadas a integrantes do grupo criminoso. Parte dos recursos desviados era misturada com fontes lícitas em contas de uma rede de postos de combustíveis ligada ao líder.
Contexto e desdobramentos
Outras fases da mesma ação já resultaram na prisão do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, no mês anterior, e do desembargador Macário Júdice Neto, no final de 2025. Rangel mantém proximidade com Bacellar e com o governador Cláudio Castro.
A família de Rangel também aparece na história: a filha dele, Thamires Rangel, foi nomeada subsecretária de Ambiente e Sustentabilidade aos 19 anos pelo governador Cláudio Castro e exonerada pelo interventor Ricardo Couto.
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