O deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, foi preso nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar um esquema de fraudes na educação estadual. A operação faz parte da 4ª fase da ofensiva e envolve desvio de recursos destinados à educação em escolas do Rio de Janeiro. Rangel chegou à sede da PF em Campos dos Goytacazes escoltado por agentes; um veículo de luxo apreendido foi apresentado pela PF no local.
Segundo investigação, o grupo manipulava compras de materiais e obras em escolas estaduais, desviando dinheiro público. A PF aponta que o deputado usava métodos de intimidação contra opositores para manter o esquema. Mandados autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, embasaram a prisão e outras autoridades também foram alvo de ação.
A operação também envolve o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, do União Brasil, detido na mesma ação. A PF afirma que muitas informações sobre o crime estavam no computador dele. Bacellar é investigado por ligação com a facção Comando Vermelho; os mandatos dele foram cassados.
Entre as evidências, mensagens interceptadas reforçam o padrão descrito pela PF. Em conversas, Thiago Rangel menciona impedir opositores em Campos, e o braço-direito Fábio Azevedo discute ações contra adversários. Em outra linha, aparecem referências a favorecimentos de cargos na educação para pessoas indicadas por um traficante.
Ao longo da noite, Rangel foi transferido de Campos dos Goytacazes para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro. A defesa do deputado negou as acusações. Advogados de Bacellar, Azevedo e TH Joias não se manifestaram.
A investigação já havia sido tema de reportagens anteriores da Globo, que apontaram irregularidades em obras escolares no estado. A apuração envolve também a apuração de desvios de valores e de relações com organizações criminosas, conforme descrito pela autoridade federal.
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