Quase meio século após a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, dirigentes de comissões da verdade pedem à ministra dos Direitos Humanos a divulgação de todos os resultados apurados sobre o caso. A petição será enviada nesta quarta-feira, 6, pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e pela procuradora Eugênia Augusta Gonzaga, à frente do órgão.
O requerimento é assinado por Serafim Melo Jardim, ex-secretário particular de JK, e por representantes das comissões de São Paulo e Minas Gerais. O objetivo é tornar público o conjunto de investigações que contestam a versão oficial de um acidente na Via Dutra em 22 de agosto de 1976.
A morte de JK ocorreu após o Choque em Via Dutra, quando o veículo em que ele viajava colidiu com uma carreta após suposta colisão com um ônibus. A polícia da época atribuiu o acidente ao deslocamento do Opala presidencial, mas as comissões da verdade contestam essa leitura.
Contexto e fundamentação
Segundo o documento, décadas de apuração indicam falhas na investigação oficial. As comissões afirmam que a ditadura pode ter tentado encobrir as circunstâncias reais da morte, citando investigações anteriores que questionaram a versão de acidente.
A petição aponta laudos e elementos examinados pelo Ministério Público Federal em 2021, incluindo perícia que supostamente des defeitos nos exames toxicológicos e na cadeia de custódia dos corpos. O MPF sustenta que houve fraude para justificar a hipótese de acidente.
Pedido específico
Os signatários solicitam a ampla divulgação de todos os resultados averiguados pela Comissão Especial. A intenção é ordenar os novos elementos e aplicar o regime jurídico adequado aos fatos, favorecendo a revisão de uma versão tida como improvável.
A iniciativa reforça o posicionamento de que a verdade histórica precisa ser dirimida. Os representantes destacam que esclarecer o caso JK é parte crucial da construção de uma cidadania baseada em informações fidedignas, sem conotações políticas partidárias.
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