Os bolsonaristas do Rio articulam apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para resolver a sucessão no governo fluminense. A pressão ocorre por meio da obstrução dos trabalhos no Congresso nesta semana, mirando o julgamento no STF.
As bancadas do PL, União Brasil e PP na Câmara e no Senado planejam atrasar votações para forçar definição sobre a forma de escolha do novo governador. O objetivo é manter influência política no estado e viabilizar a candidatura de Douglas Ruas.
Flávio Bolsonaro participou de um culto com Silas Malafaia no Rio e discutiu a estratégia com lideranças locais, incluindo Marcelo Crivella, Cláudio Castro e Sóstenes Cavalcante. A ideia é obter apoio institucional para acelerar a solução no STF.
Situação no STF e estratégias
Segundo apuração, Flávio busca tratar com Alcolumbre, ainda em viagem aos EUA, e com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para buscar uma intervenção que agilize o julgamento. O tema está sob análise das cortes desde março, com o placar apontando vantagem para eleição indireta.
O STF avalia se a escolha do governador será indireta, feita pela Assembleia Legislativa, ou direta, pela população. Nomes já votaram pela eleição indireta, restando indefinição para a conclusão do caso. A decisão pode alterar o desenho político do Rio de Janeiro.
Contexto institucional e próximos passos
Enquanto o STF não define, o Palácio Guanabara mantém Couto no cargo, em posição que agrada aliados de Flávio. A Câmara aprovou a retomada de discussão sobre a escala 6 por 1, com foco em dados do governo estadual e na viabilidade de Ruas para disputar o governo.
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