Louise Arbour foi indicada pelo primeiro-ministro Mark Carney para suceder Mary Simon no cargo de chefe de Estado do Canadá. Arbour é advogada bilíngue e já atuou como alta comissária de direitos humanos da ONU. O mandato costuma durar cinco anos.
A escolha atende à exigência de um governador geral bilíngue, já que o Canadá tem duas línguas oficiais: inglês e francês. Simon enfrentou críticas pela proficiência limitada em francês durante seu mandato.
Quem é Louise Arbour?
Nascida em Montreal, Arbour já integrou a Suprema Corte do Canadá. Além disso, atuou como procuradora-geral de tribunais penais internacionais para a Iugoslávia e para o Rwanda. Carney descreveu esse papel como o mais comprometido da jurista.
Ela é lembrada pela primeira acusação formal de um chefe de estado em exercício e por condenações por crimes contra a humanidade. Também garantiu condenação de genocídio em Rwanda e exerceu a função de comissária de direitos humanos da ONU (2004-2008).
Histórico de cargos
Carney destacou que Arbour ocupou quase todos os cargos possíveis para um jurista canadense, alguns inéditos no país. Em 2007, recebeu a Ordem do Canadá, por contribuições à justiça nacional e internacional.
Arbour afirmou, em entrevista, que a monarquia constitucional tem servido ao país com boa continuidade ao longo da história. Ela defende a importância de um sistema estável para a governança.
Contexto da saída de Simon
Simon, de etnia inuit e nascida no norte de Quebec, encerra o mandato como governador geral. Ela já atuou como embaixadora no Danúbio e preside a Inuit Tapiriit Kanatami. É bilíngue em inglês e inuktitut, mas não em francês.
Durante o mandato, foi criticada pela fluência em francês. Em 2024, divulgou nota sobre a importância do francês para os canadenses francófonos. Carney elogiou Simon como governadora exemplar.
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