O caso envolve supostas fraudes em obras de escolas públicas no Rio de Janeiro, com base em mensagens e planilhas usadas pela Polícia Federal como evidência. A PF afirma que há direcionamento de obras e possível desvio de recursos públicos, identificado durante a investigação da 4ª fase da Operação Unha e Carne.
Entre os investigados estão o deputado estadual Thiago Rangel Lima (Avante) e outras seis pessoas, incluindo o operador financeiro Luiz Fernando Passos, Rui Bulhões e Júcia Gomes Figueiredo, diretora regional de Educação. A prisão preventiva foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
As provas incluem uma planilha enviada pelo deputado ao operador financeiro e a Rui Bulhões, chefe de gabinete da Alerj. O documento lista 32 obras avaliadas em aproximadamente R$ 16 milhões, com campos como processo SEI, obra, município, escola, diretor e valor.
Segundo a PF, a proximidade entre o envio da planilha e mensagens de contratos reforça a suspeita de movimentação clandestina de recursos. Em mensagens, o operador afirmou a necessidade de definir obras e alinhavar contratos com empreiteiras.
Uma conversa também envolve a diretora da Regional de Educação Noroeste, responsável por 13 municípios e 57 escolas. A PF aponta indícios de que a diretora recebia comandos do parlamentar para agir nas obras.
Em mensagens, Thiago Rangel afirma possuir autoridade para indicar ações na regional e diz que não precisa prestar contas. A PF interpreta esse trecho como indicação de controle sobre as decisões.
Investigações e desdobramentos
A decisão do STF autoriza a continuidade da Operação Unha e Carne, com diligências e cooperação entre as autoridades. A Alerj afirmou estar à disposição das instituições para colaborar com as investigações e reiterou o compromisso com a transparência.
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