Silas Malafaia foi declarado réu pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal na semana passada, por declarações contra generais do Exército em uma manifestação em São Paulo. A decisão o faz responder a um processo penal na Corte. O pastor concedeu entrevistas ao programa Sem Rodeios e à coluna Entrelinhas.
Ele afirmou que, nos últimos cinco anos, tem denunciado supostos crimes e absurdos do ministro Alexandre de Moraes, presidente do STF. Malafaia critica o que chama de inquérito das fake news, questionando a participação do Ministério Público e defendendo a liberdade de expressão.
O pastor também sustenta que Moraes usa a liberdade de expressão como crime de opinião para perseguir opositores. Ele ressalta que, mesmo sem identificar vítimas específicas, se tornou réu por ter feito críticas a generais do Exército.
Envolvimento político com Flávio Bolsonaro e atuação eleitoral
Malafaia está, ainda, sob escrutínio do Ministério Público Eleitoral ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após um culto realizado no domingo na Assembleia de Deus Vitória em Cristo. A representação foi protocolada pela Assembleia Movimento Brasil Laico na Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, por propaganda eleitoral antecipada.
O pastor afirmou que não houve apoio a candidaturas durante o culto e que não cedeu o microfone a políticos presentes. Sustenta que tem direito de orar por quem quiser e que mantém uma relação próxima com a família Bolsonaro, especialmente com Flávio.
Sobre alianças para 2026, Malafaia mencionou Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro como opções para compor chapas, desde que sem radicalismo. Disse que prefere nomes da direita que tragam equilíbrio político, evitando extremos de qualquer espectro.
Análise sobre o cenário político e decisões do STF
O entrevistado cita que a indicação de Jorge Messias ao STF foi alvo de uma campanha para preservar a posição de autoridades com força entre evangélicos. Alega que o contexto envolveu decisões estratégicas de figuras como Moraes e o senador Davi Alcolumbre para moldar o resultado.
Malafaia concorda que a cordialidade na política tem importância, mas afirma que líderes partidários devem manter postura institucional. Comentou que o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, errou ao gesto de aproximação antes da sabatina, defendendo posição mais firme.
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