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Adolescentes no eleitorado podem ter pior participação desde 2014, diz pesquisa

Projeção aponta que apenas 27,6% dos adolescentes de 16 e 17 anos devem emitir título para votar em 2026, pior desempenho desde 2014

Urna eletrônica será usada pela primeira vez por brasileiros de 16 e 17 anos que solicitaram seus títulos de eleitor para votar para presidente, governador, deputados e senador em 2026
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A participação de adolescentes de 16 e 17 anos no eleitorado pode alcançar o pior patamar desde 2014. Projeção aponta que apenas 27,6% desse grupo deverá emitir título para votar em 2026. O prazo para regularizar o documento termina em 6 de maio.

Segundo o estudo do Instituto Lamparina, em parceria com o movimento GirlUp Brasil, o registro de cadastros deve ficar entre 1,44 milhão e 1,6 milhão. A estimativa usa dados mensais do TSE e considera jovens que solicitaram o título até maio de cada ano eleitoral.

A faixa etária continua com o voto facultativo. Em 2014, houve 33,7% de participação; em 2018, 31%; e em 2022, 41,2%. A diferença entre dados de solicitação e eleitores aptos é explicada por variações no momento do cadastro e pelos critérios de divulgação do TSE.

Projeção e contextos

A projeção de 2026 leva em conta a diferença entre quem solicitou o título aos 16 ou 17 anos e quem completou 18 antes do primeiro turno. Em 2022, o tempo de abertura digital facilitou o alistamento, resultando em recorde de adesão. Em 2026, a obrigatoriedade da biometria pode ter freado parte do processo.

A trajetória de 2022 também foi impulsionada por mobilização digital. Campanhas e o alcance de influenciadores contribuíram para o aumento de jovens com título, mesmo com atuação menos intensa de campanhas institucionais. Em 2026, a soma de etapas presenciais tende a reduzir o ritmo de adesão.

Especialistas destacam que o contexto logístico continua desafiador. Em muitos municípios, cartórios eleitorais são limitados ou inexistentes. A coleta biométrica presencial permanece um entrave para parte dos jovens que ainda dependem de atendimento local.

Gabi Juns, do Instituto Lamparina, aponta que a geração atual mostra disposição para participar quando o processo é acessível. Letícia Bahia, da GirlUp Brasil, ressalta que barreiras administrativas e tecnológicas podem silenciar a participação se não forem reduzidas.

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