O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo permanece resistente à adoção de compensações para o setor produtivo caso haja o fim da escala 6×1. Ele explicou que qualquer redução da jornada costuma vir acompanhada de melhorias no ambiente de trabalho, produtividade e qualidade.
Marinho citou pesquisas que associam a redução da jornada à diminuição do absenteísmo, além de menor número de acidentes e de doenças ocupacionais. Segundo ele, várias áreas enfrentam dificuldade para preencher vagas devido à escala 6×1, e empresas que adotaram o modelo 5×2 obtiveram resultados positivos.
O ministro ressaltou que experiências recentes mostraram que mudanças na organização do trabalho podem aumentar o preenchimento de vagas e reduzir o absenteísmo. Ele enfatizou a necessidade de estudar melhorias na qualidade e na produtividade como componentes da discussão.
Na Câmara dos Deputados, o relator da comissão especial que analisa a PEC que prevê o fim da escala 6×1, Leo Prates, chamou o tema de assunto irreversível para o debate. Segundo o parlamentar, o fim da escala e a manutenção dos salários são pontos inegociáveis.
Prates informou que essas diretrizes foram acordadas com o deputado Alencar Santana e com o presidente da Câmara, Hugo Motta, que sinalizou interesse em aprovar a proposta ainda neste mês de maio. O tema movimenta a agenda da comissão e envolve disputas entre partidos.
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