A Genial/Quaest divulgou nesta quarta-feira (6) os resultados da nova rodada de pesquisa sobre a corrida presidencial de 2026. Foram ouvidos 11.646 eleitores em 562 municípios, entre 21 e 28 de abril, em 10 estados. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e três pontos nos demais estados.
A pesquisa mostra um Brasil dividido por regiões: Lula permanece à frente no Nordeste e no Pará, enquanto Flávio Bolsonaro lidera nos grandes colégios eleitorais do Sul e do Sudeste. O estudo também aponta relação entre aprovação do governo e intenção de voto, com Lula fortalecendo a vantagem onde o governo tem saldo positivo.
Além disso, o levantamento cita exceção à polarização: em Goiás o governador Ronaldo Caiado (PSD) lidera os cenários testados, superando Lula e Flávio Bolsonaro.
Disparidades por região
Nos estados do Nordeste, Lula aparece com vantagem clara. Em Pernambuco, Lula tem 53% vs Flávio 19%. Na Bahia, 49% contra 19%. No Ceará, 50% frente 23%. Em nenhum dos três houve empate.
No Pará, Lula fica com 35% e Flávio com 32%, mantendo a distância pequena. No Amazonas, não consta no material apresentado.
Entre as regiões Sul e Sudeste, Flávio Bolsonaro lidera em parcelamento relevante. Em São Paulo, Lula tem 31% e Flávio 34%. No Rio de Janeiro, 29% para Lula e 31% para Flávio. No Rio Grande do Sul, 29% contra 31%.
Situação por estado
Rio Grande do Sul — Lula 29%, Flávio Bolsonaro 31%.
Pernambuco — Lula 53%, Flávio Bolsonaro 19%.
Ceará — Lula 50%, Flávio Bolsonaro 23%.
Bahia — Lula 49%, Flávio Bolsonaro 19%.
Pará — Lula 35%, Flávio Bolsonaro 32%.
Minas Gerais — Lula 33%, Flávio Bolsonaro 27%.
São Paulo — Lula 31%, Flávio Bolsonaro 34%.
Rio de Janeiro — Lula 29%, Flávio Bolsonaro 31%.
Paraná — Lula 23%, Flávio Bolsonaro 38%.
Goiás — Lula 20%, Flávio Bolsonaro 25%.
Observações adicionais
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, o mapa reflete a relação entre aprovação do governo e intenção de voto, com maior apoio presidencial onde o governo tem saldo positivo. A pesquisa destaca ainda a liderança de Caiado em Goiás como exceção à polarização nacional.
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