A Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) revisa o caso da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek e aponta que ele pode ter sido assassinato, e não vítima de acidente. O episódio ocorreu em 22 de agosto de 1976, na Via Dutra, perto de Resende (RJ), envolvendo o Opala em que JK viajava e o motorista Geraldo Ribeiro. O relatório está em avaliação pelos membros da comissão.
Segundo o documento, a mudança de versão ainda não foi votada, pois a análise envolve familiares e documentos diversos. O ministério dos Direitos Humanos confirmou que a apreciação ocorre por maioria simples, conforme regimento, e que a decisão será tomada após contato com as famílias.
Nova avaliação em curso
A versão oficial de 1976 sustenta que o ex-presidente teria morrido em acidente ao colidir com um ônibus, após perder o controle do veículo. A batida com um caminhão resultou na morte de JK e de Geraldo Ribeiro, enquanto o caminhoneiro sobreviveu.
Historicamente, a CNV já defendeu a tese de que JK e Ribeiro não foram assassinados. Em 2014, a CNV manteve o argumento de ausência de evidências de homicídio doloso, mesmo com análises de vestígios encontrados no corpo de Ribeiro durante exumação. O novo relatório da CEMDP intensifica o reexame do tema.
A CEMDP ressaltou que o processo envolve extensa documentação já pública e materiais gerados durante a apuração do Ministério Público Federal. A comissão destacou ainda o compromisso com o diálogo com as famílias para informar conteúdos das apurações, antes de qualquer votação.
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