Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência, afirmou nesta sexta-feira que poderia nomear Jair Bolsonaro para um cargo no seu eventual governo, dependendo de uma anistia para o ex-presidente, que hoje cumpre pena por decisão do STF em processos ligados a golpes de Estado.
Na entrevista à CNN Brasil, Flávio disse que o pai pode exercer função no governo se assim desejar, mas não confirmou ter conversado com Jair Bolsonaro sobre ministérios. O filho afirmou ainda que, se eleito, ele governará e Bolsonaro servirá como norte.
Flávio afirmou que o período de transição seria utilizado para aprovar a anistia aos condenados pela instância de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente, para facilitar a transição de poder. A intenção é que Bolsonaro suba a rampa no dia seguinte ao pleito.
Propostas de governo
Flávio disse que pretende reduzir o número de ministérios de 39 para cerca de 27, ainda em estudo e sem apresentação formal. A ideia é tornar a máquina pública mais enxuta e eficiente.
O senador mencionou a possibilidade de usar o patrimônio imobiliário da União para reforçar o caixa, com imóveis avaliados em torno de 1 trilhão de reais. Também citou a venda de participações em estatais como fonte de recursos.
Além disso, o plano preveria uso de tecnologia para monitorar gastos públicos, com ferramentas de compliance e inteligência artificial para coibir desperdícios. Não houve entrega de versão final do programa até o momento.
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