O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a Enel durante o evento “Sente a Energia”, em Brasília, na sexta-feira, 8 de maio de 2026. A cerimônia marcou a assinatura da renovação antecipada dos contratos de concessão de 14 distribuidoras de energia.
A Enel ficou fora da rodada de renovação anunciada pelo governo. A empresa enfrenta processo na Aneel que pode levar à caducidade de suas concessões, por falhas recorrentes no fornecimento em São Paulo. Os contratos vigentes vencem em 2026 (Rio de Janeiro) e 2028 (São Paulo e Ceará).
Lula, ao lado do ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), assinou a renovação de 14 concessões. Os novos acordos preveem investimentos de cerca de R$ 130 bilhões até 2030 e abrangem aproximadamente 41,8 milhões de famílias em 13 estados.
Novos requisitos e impactos
Os contratos passam a vigorar com metas de qualidade mais rígidas, fiscalização ampliada e maior transparência de indicadores. A modernização das redes também é prevista como parte das mudanças.
A renovação é apresentada pelo governo como sinal de confiança no setor elétrico. A autoridade energética destacou a necessidade de manter investimentos para garantir a continuidade do serviço, especialmente em concessionárias com histórico de falhas.
O Power360 procurou a Enel para manifestação, por e-mail, mas não houve resposta até a publicação. A parte seguirá atualizada caso haja posicionamento solicitado pela empresa.
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