O navio de cruzeiro MV Hondius, com casos de hantavírus a bordo, permanece sob vigilância na Espanha. A embarcação deve chegar às Ilhas Canárias no domingo, 10 de maio, para uma operação de repatriação e transferência sanitária dos passageiros a bordo. A OMS aponta possibilidade de novos casos, mas ressalva que o risco de surto é limitado.
Até agora, três mortes foram registradas pela cepa andina. Uma comissária de bordo da KLM, com sintomas leves, hospitalizada em Amsterdã, teve resultado negativo. A notícia vem acompanhada de medidas para evitar contágio e minimizar impactos na população local.
O governo espanhol decidiu que o MV Hondius não atracará em Tenerife. O navio ficará ancorado próximo à costa, com retirada de passageiros por embarcações de apoio e transporte ao aeroporto conforme protocolo sanitário. Passageiros estrangeiros devem ser repatriados após desembarque, se médicos autorizarem.
Estado de alerta
Moradores e trabalhadores de Tenerife se mostram preocupados com a proximidade do navio. Em Santa Cruz de Tenerife e Granadilla, sindicatos ameaçam paralisar atividades portuárias por falta de informações sobre protocolos. A tensão cresce, mesmo com pedidos de ajuda humanitária aos passageiros.
Tensão política
A decisão de receber a tripulação em território espanhol gerou atritos entre o governo central e a administração regional das Canárias. O primeiro-ministro pediu concilição por meio de uma ligação ao líder regional. Autoridades discutem mecanismos de quarentena e transparência em relação aos protocolos. A OMS mantém o monitoramento do caso.
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