Li Shangfu, ex-ministro da Defesa da China, foi condenado à morte por acusações de suborno milionário e favorecimento de aliados em nomeações. A sentença foi convertida, na prática, em prisão perpétua sem chance de redução ou liberdade condicional. A decisão foi anunciada por um tribunal militar na quinta-feira.
O veredito envolve também Wei Fenghe, antecessor de Li no cargo, que recebeu a mesma pena. O processo é apresentado como parte de uma campanha anticorrupção dentro das Forças Armadas, liderada pelo presidente Xi Jinping. A cobertura oficial descreve o caso como reflexo de deslealdade ao Partido.
Segundo o Correio do Exército Popular de Libertação, o episódio envia mensagem firme contra desvios de disciplina. O jornal afirma que o Exército não tolera traços de deslealdade, independentemente do posto ocupado ou da influência do indivíduo.
Analistas destacam que as sentenças representam as mais pesadas aplicadas a militares desde o início da campanha anticorrupção de Xi. O episódio, porém, não é isolado: desde 2022, vários generais foram destituídos ou expulsos do Partido, com impactos na promoção de novos oficiais.
A imprensa local aponta que o episódio alimenta debates sobre o controle político sobre as Forças Armadas. Observadores sugerem que o regime busca consolidar o poder do Partido sobre o Exército, fortalecendo a linha de disciplina e obediência a Xi.
Entre as leituras, há quem avalie que Xi pode manter o poder sem concorrer novamente ao cargo de secretário-geral. A hipótese sugere que o líder pode ceder a função para um aliado, mantendo a influência direta por meio da Comissão Militar Central.
O quadro descrito revela um sistema em que Partido, Estado e Exército atuam sob uma visão única de comando. A continuidade do controle envolve a continuidade de políticas de centralização e supervisão military, com foco na lealdade ao Partido.
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