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Caso Ypê provoca reação de eleitores de direita na internet

Caso Ypê gera reação de eleitores de direita; Anvisa aponta risco sanitário, com recolhimento de lotes e suspensão temporária após decisão judicial

Montagem com publicações de bolsonaristas sobre a decisão da Anvisa contra produtos da Ypê - Metrópoles
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A Anvisa informou que a suspensão de lotes da Ypê ocorreu por risco de contaminação microbiológica, com base em análise de risco sanitário. A ação envolve detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados na unidade de Química Amparo, no interior de São Paulo. A decisão impacta todos os lotes com numeração que termina em 1.

A medida, anunciada na última terça-feira (5/5), gerou forte repercussão nas redes. Usuários de direita associaram a decisão a doações dos donos da empresa a Jair Bolsonaro em 2022. Apoiadores passaram a defender a marca e pediram resistência à Anvisa.

A atuação de políticos bolsonaristas também ganhou destaque. O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Ricardo Mello Araújo, pediu apoio aos produtos Ypê e pediu que consumidores compartilhassem fotos com a marca nas redes. Outros deputados e o senador cobraram fiscalização da Anvisa.

O que diz a Anvisa

A Anvisa reiterou que a decisão visa a proteção da saúde e ocorreu após inspeções técnicas com órgãos estaduais e municipais. A agência apontou falhas nos controles de qualidade e no processo de fabricação que podem comprometer as boas práticas de fabricação.

A lista de itens atingidos pela medida inclui diversos produtos da linha Ypê, tanto para louças quanto para roupas, além de desinfetantes. Entre os itens estão LAVA LOUÇAS YPÊ CLEAR CARE, YPÊ com enzimas, TIXAN YPÊ, desinfetantes ATOL e BAK YPÊ, entre outros.

A orientação inicial foi de que consumidores com produtos dos lotes afetados interrompessem o uso. Nesta sexta-feira (8/5), a Ypê conseguiu suspender temporariamente a decisão na Justiça, enquanto a Anvisa se pronuncia novamente. A agência, porém, recomendou não usar os itens, mesmo diante da suspensão.

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