O governo continua a ampliar a função do aplicativo CNH do Brasil, ferramenta oficial do Ministério dos Transportes com mais de 70 milhões de usuários. A ideia é concentrar serviços de pedágio eletrônico Free Flow, habilitação digital e renovação da carteira em uma única plataforma.
A implementação ocorre em um momento de mudança regulatória. Enquanto o Executivo avança, o Congresso discute a retomada do exame médico para renovação da CNH, em meio a críticas ao modelo atual e a debates sobre flexibilização.
Free Flow e novas funções
A integração do pedágio eletrônico sem cancelas ao app deve ocorrer em até 30 dias, segundo o ministro George Santoro. Motoristas receberão notificações de passagens e débitos diretamente no celular, sem precisar acessar sites de concessionárias.
Concessionárias têm 100 dias para adaptar sistemas à plataforma federal, que centraliza informações de pedágio na Senatran. A medida visa reduzir dificuldades na conferência de valores cobrados e débitos pendentes.
Nova jornada do instrutor
Ainda pelo aplicativo, foi lançada a chamada “nova jornada do instrutor”. O fluxo digital conecta candidatos a habilitação a instrutores e autoescolas, sem custo ao candidato. Profissionais credenciados em Detrans e centros de formação atuam num ambiente único.
Após aprovação no teórico, o usuário localiza instrutores, lê avaliações e contata via WhatsApp. Registro de aulas ocorre por biometria e GPS, com dados integrados ao Renach. Instrutores têm até 6 de julho de 2026 para atualizar cadastros.
Credencial Nacional do Instrutor
Foi criada a Credencial Nacional do Instrutor, documento digital gratuito, exportável em PDF e autenticado por QR Code. A ferramenta facilita a validação de credenciais em todo o país, integrate ao ecossistema do Renach.
Congresso retoma exame médico
O Legislativo avalia a volta do exame médico para renovação da CNH. Uma comissão mista aprovou a exigência, contrariando medida provisória do Executivo que defendia renovação automática em alguns casos. O texto depende de plenário até 19 de maio.
A proposta depende ainda de votação na Câmara e no Senado. Caso seja aprovada, representaria freio à agenda de digitalização e modernização da CNH, segundo analistas. O objetivo do governo é manter a CNH do Brasil como plataforma única de serviços de trânsito.
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