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Especialistas afirmam que não há crise global da democracia

Erosões ocorrem em alguns países, não há colapso global; instituições robustas e coalizões coesas explicam a resistência democrática

Imagem da Esplanada dos Ministérios e, ao fundo, da Praça dos Três Poderes, em Brasília
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Não existe crise global da democracia. A afirmação surge de avaliações recentes que contestam a ideia de um colapso sistêmico, mesmo diante de retrocessos identificados por organismos internacionais e de debates sobre lideranças populistas. A leitura, baseada em fontes como o relatório do V-Dem Institute de 2026 e entrevistas com especialistas, aponta nuances importantes.

Em artigo colaborativo, eram discutidos três conceitos: discurso, tentativa e resultado. Democracias entrariam em erosão apenas quando as ações iliberais de fato relaxam os freios ao Executivo. E isso ocorre com menor frequência do que sugerem os alarmes.

A experiência latino-americana é citada para exemplificar. Desde a redemocratização, houve tentativas de concentração de poder, mas muitas foram bloqueadas por tribunais, legislativo, instituições de controle ou reação social.

Fatores que explicam a variação

A força histórica das instituições é apontada como primeiro fator chave. Democracias com mecanismos de controle independentes criam uma espécie de blindagem institucional contra avanços autoritários.

A segunda variável é a coordenação dentro da coalizão governante. Para enfraquecer instituições, é preciso apoio estável de partidos. Quando esse apoio é fragmentado, as tentativas costumam falhar.

Essas evidências ajudam a entender por que algumas democracias resistem mais, enquanto outras exibem maior vulnerabilidade. O debate público, ao considerar apenas sinais retóricos, pode perder esse foco central.

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