Lula deverá ir ao Amazonas ainda neste mês para testar cenários de alianças políticas e consolidar a presença do PT na chapa majoritária ao Senado. A visita do presidente marcará o momento em que o MDB tenta definir a segunda vaga com apoio ao ex-vice-presidente da Câmara Marcelo Ramos. A ideia é avaliar possíveis cenários para a composição com o líder Eduardo Braga no comando da chapa.
O encontro, segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles, ocorre em meio a resistência de Braga em declarar apoio pleno ao PT. O PT entende que precisa de palanque no estado e de um porta-voz para enfrentar a direita, papel que Braga ou o senador Omar Aziz não devem assumir diante do eleitorado de centro.
Situação da chapa no Amazonas
O MDB avalia a entrada de Marcelo Ramos com cautela, temendo que a adesão do petista divida o voto de centro-esquerda e favoreça uma vitória da direita no segundo voto. Braga sustenta que só definirá a composição após a visita de Lula e uma nova pesquisa interna.
O quadro eleitoral amazonense também conta com o cenário da oposição, com Jair Bolsonaro na disputa pelo governo pelo PL, representado pela candidata Maria do Carmo Seffair, e o deputado Alberto Neto disputando o Senado. A direita ainda tem o senador Plínio Valério (PSDB) e o ex-governador Wilson Lima (União Brasil) na corrida à Câmara alta.
Contexto eleitoral e cenário de 2026
A eleição para o Senado renovará 2/3 do Legislativo, equivalentes a 54 cadeiras, com cada estado escolhendo dois senadores para um mandato de oito anos. Em 2022, Lula venceu no Amazonas com 51,1% dos votos válidos, embora tenha perdido em Manaus, onde Bolsonaro teve vantagem.
A frente apoiada pelo PT no Amazonas já conduziu a vitória de Omar Aziz (PSD) ao Senado, com duas suplências ocupadas por petistas. A dinâmica local permanece sujeita a mudanças conforme as reuniões entre PT, MDB e outros aliados.
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