A ocupação da Reitoria da USP durou quase 60 horas, começando na tarde de quinta-feira, 7 de maio, e encerrando na madrugada de domingo, 10 de maio, em São Paulo. A Polícia Militar cumpriu a reintegração de posse após cerca de dois dias de ocupação, com atuação na noite de sábado e madrugada do domingo.
Durante a ocupação, os manifestantes montaram barracas na área externa, afixaram cartazes e estruturaram distribuição de marmitas. No interior, era comum ver um cordão humano diante de dois PMs que monitoravam o prédio. No saguão, estudantes dormiam em colchões junto à porta derrubada na noite anterior.
A operação policial envolveu bombas de gás lacrimogêneo, conforme relatos dos envolvidos. Os grevistas descrevem uma evacuação forçada com o uso de um corredor polonês para expulsar os ocupantes da área interna.
Repercussões e negociação
Pedro Chiquitti, diretor do DCE, afirmou que a reitoria havia prometido nova mesa de negociação, mas o encontro foi cancelado por meio de nota oficial. A justificativa foi a posição de manter a linha de negociação já apresentada.
Questionado sobre críticas à possível depredação do patrimônio público, Chiquitti informou que o movimento considera legítima a ocupação diante do encerramento das negociações. A nota oficial não detalha prazos para novas negociações.
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