A Polícia Militar encerrou na madrugada deste domingo a ocupação do prédio da reitoria da USP, no campus Butantã, zona oeste de São Paulo. A operação começou por volta das 4h15 e retirou mais de 150 manifestantes que invadiram o saguão na quinta-feira. Quatro estudantes foram detidos e liberados em seguida.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a ação foi motivada por danos ao patrimônio público, como portões derrubados, vidros estilhaçados e catracas avariadas, além de objetos destruídos. A PM também apreendeu drogas, facas, canivetes, bastões e porretes no local.
A invasão teve origem em uma greve por melhorias no auxílio estudantil iniciada em 14 de abril, durante protestos de servidores. O movimento ganhou contornos ideológicos, com bandeiras de partidos, pautas identitárias e debates sobre política internacional, desviando o foco da reivindicação original.
Contexto da greve e reivindicações
A principal demanda era o aumento do auxílio permanência para alunos de baixa renda. O benefício integral hoje é de R$ 885; manifestantes defendem reajuste para R$ 1.804, valor correspondente ao salário mínimo paulista. A universidade ofereceu reajuste para R$ 912, proposta rejeitada.
Críticos ressaltam que o valor atual do auxílio já supera a média do Bolsa Família, estimada em torno de R$ 600. Em nota, o reitor destacou que as negociações estavam encerradas por incompatibilidade orçamentária, mantendo, porém, abertura para diálogo.
Presença de atores e consequências
O reitor afirmou que a invasão expôs uma agenda externa à universidade, com participação de bandeiras de partidos e movimentos políticos. Parlamentares de oposição estiveram no local, e figuras ligadas a correntes políticas acompanharam a ocupação.
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