O Primeiro-Ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfrenta pressão após uma rodada de eleições locais e regionais que reduziram significativamente o desempenho do Partido Trabalhista. Os resultados indicam uma reversão de trajetória para o bloco, que ficou sem mais de 1.100 assentos em conselhos locais da Inglaterra.
A votação ocorreu neste fim de semana em todo o país, com o Partido Trabalhista perdendo controle de autoridades locais que mantinha há décadas e sem poder no País de Gales após 27 anos no cargo. A derrota amplia o desafio interno para Starmer, que lidera o governo de centro-esquerda desde 2024.
De acordo com levantamento da BBC, a reforma promovida pelo ex-líder de UK Reform, Nigel Farage, avançou com mais de 1.450 assentos em toda a Inglaterra. Os ganhos também foram observados nas eleições na Escócia e no País de Gales, segundo a mesma fonte.
Starmer manteve o discurso de continuidade, afirmando que não pretende abandonar o cargo e que o objetivo é reconstruir o governo. Em oposição, a pressão interna cresce, com alguns parlamentares pedindo um cronograma de saída ainda neste ano.
Reação interna e próximos passos
Diversos ministros e aliados próximos permaneceram em silêncio ou expressaram apoio público. Não houve confirmação de candidaturas de alto perfil para substituir o líder, mesmo com o aumento de pressão de parlamentares.
Analistas avaliam que o governo deve apresentar medidas para estabilizar a base eleitoral e recuperar espaço político. O anúncio de planos legislativos está previsto para quarta-feira, com discurso do Rei Charles III na abertura do Parlamento.
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