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Veto a Messias pode liquidar aliança Lula-Pacheco em Minas

Veto a Messias pode liquidar aliança de Lula com Pacheco em Minas e colocar em xeque o palanque presidencial no estado

Rodrigo Pacheco e Jorge Messias durante a sabatina do indicado de Lula ao STF. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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Na versão política da teoria do caos, um veto pode reajustar alianças. O tema central envolve a recusa ao nome de Jorge Messias para o STF, indicado por Lula, e a reação do Senado, com Davi Alcolumbre articulando Rodrigo Pacheco para a cadeira na Corte. O episódio é visto como tensão entre poderes.

A derrota de Messias, rejeitado por 42 votos a 34, acende o debate sobre alianças no Planalto. Integrantes do governo avaliam que a articulação entre Alcolumbre e Pacheco coloca em xeque o apoio a um palanque forte de Lula em Minas Gerais. O episódio marca atrito institucional.

Pelo lado petista, Lula pretendia usar a vaga no STF para fortalecer o palanque mineiro. Com a negativa ao indicado, surgem dúvidas sobre a composição para o governo de Minas, estado estratégico no pleito presidencial. A derrota histórica na Casa reforça a pressão por acordos regionais.

Cenário em Minas

A Gazeta do Povo indica resistência de Pacheco a uma aliança que assegure palanque robusto para Lula no estado-pêndulo. Edinho Silva, presidente do PT, busca um acordo com o senador para viabilizar o apoio petista à candidatura dele ao Planalto. O PT mineiro trabalha com várias opções.

Entre as alternativas, surgem nomes como Josué Alencar, filho de José Alencar, ex-vice-presidente de Lula, ligado ao PSB-MG. Também aparece Jarbas Soares Júnior, ex-procurador-geral, que pode receber apoio para liderar o governo estadual. As negociações seguem abertas.

O PT mineiro tem, ainda, a possibilidade de apoiar alianças que reforcem o palanque de Lula sem uma candidatura própria ao governo. Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, sinalizou foco no Senado, mantendo o leque de opções para a chapa estadual.

Kalil e alianças

Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, figura como opção citada anteriormente. Contudo, PT e PDT sinalizam distanciamento: não há diálogo ativo com Kalil no momento, e a estratégia do PDT é manter posição central. A análise interna indica que a repetição da dobradinha de 2022 é improvável.

Em fevereiro, Edinho Silva negou tratativas para apoiar Kalil, conforme informou o PT. Enquanto isso, o PDT atua com outras frentes para as eleições nos estados vizinhos, mantendo foco na reeleição de Lula e em candidaturas locais alinhadas ao centro.

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