O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a fiscalização da Anvisa sobre a marca Ypê não tem viés político. Segundo ele, a agência atua com foco na saúde das famílias, sem favorecer nenhum lado.
Padilha respondeu a críticas de opositores que vinculavam a decisão de suspender a venda de um lote de detergentes a doações da família controladora da fábrica a Jair Bolsonaro. A Anvisa segue avaliando os riscos e adotou a suspensão como medida de precaução.
A Anvisa aponta contaminação microbiológica como preocupação e informou que a fábrica não cumpriu correções indicadas em visitas anteriores. Vigilantes municipais de Amparo, o governo de São Paulo e a própria Anvisa participaram do monitoramento.
Sobre as ações da Anvisa
O ministro ressaltou que as informações indicam que as correções propostas não foram implementadas, o que levou à suspensão de circulação dos produtos. A decisão visa prevenir danos à saúde pública enquanto a avaliação continua.
Padilha também citou ações legais que a agência pode tomar para coibir conteúdos que desrespeitem medidas de saúde. Ele pediu responsabilidade em vídeos que ironizam riscos de contaminação ao associar o tema a debates políticos.
Contexto sobre hantavírus
Em relação ao surto de hantavírus registrado no cruzeiro MV Hondius, o ministro afirmou que não há associação com o navio no caso brasileiro. Sete relatos no país este ano não se relacionam com o surto citado nem com a cepa andina.
Segundo Padilha, o Brasil mantém histórico de dezenas de casos anuais de hantavírus, sem indicar disseminação associada ao cruzeiro. O sistema de saúde continua monitorando a situação com dados nacionais disponíveis.
Visto para os Estados Unidos
Sobre a possibilidade de reaver o visto para os EUA, Padilha disse que não foca em questões pessoais. Ele criticou a gestão de vacinas do governo norte-americano, destacando a necessidade de imunização contra o sarampo para quem vai à Copa do Mundo.
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