Lula sancionou a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 e aproveitou o momento para criticar o silêncio de sindicatos e de entidades médicas durante o período da pandemia. O presidente afirmou que a ausência de posicionamento público dificultou a mobilização da sociedade contra abusos e decisões políticas.
Segundo o pronunciamento, esse silêncio foi apontado como entrave para a cobrança por responsabilidades e pela defesa de medidas eficazes diante da crise sanitária. O presidente ressaltou a gravidade da pandemia, ao comparar o impacto humano com situações de conflito armado em termos de perdas de vidas.
Na fala, Lula também criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, caracterizando-a como marcada por indivíduos que se fizeram de ignorantes. O chefe do Executivo afirmou que a condução do período levou o país a um sacrifício desnecessário e defendeu a necessidade de reconhecer as responsabilidades atribuídas aos gestores da época.
O discurso reforçou a linha de que, sem a identificação pública das falhas, não há reparos eficazes nem responsabilização adequada. O presidente mencionou ainda a importância de manter a memória das vítimas para evitar que erros do passado se repitam.
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