ANetflix é alvo de ação movida pelo Procurador-Geral do Texas, Ken Paxton, na segunda-feira, 11 de outubro. A acusa reduz que a empresa espiona crianças e usuários ao coletar dados sem consentimento, além de tornar a plataforma viciante por meio de designintencional.
A queixa sustenta que a Netflix mentiu aos consumidores ao longo de anos sobre não coletar ou compartilhar dados, quando, na prática, rastrearia hábitos para corretores de dados e anunciantes, gerando bilhões de dólares em receitas.
A denúncia aponta que padrões obscuros, conhecidos como dark patterns, mantêm usuários assistindo, incluindo a reprodução automática que inicia um novo título ao terminar outro. A Netflix não comentou prontamente.
O que está sendo alegado
O estado afirma que a prática viola a Lei de Práticas Comerciais Enganosas do Texas. A ação solicita a remoção dos dados coletados ilegalmente e o fim do uso para publicidade sem consentimento.
Além disso, requer multas civis de até US$ 10 mil por violação. A queixa foi apresentada em um tribunal do Condado de Collin, perto de Dallas, segundo a defesa.
Contexto e reação
Empresas de tecnologia costumam enfrentar processos por rastreamento silencioso de usuários. A Netflix, sediada em Los Gatos, Califórnia, é citada entre casos similares no setor de streaming.
Reed Hastings, ex-CEO, é citado na denúncia para contextualizar comentários antigos sobre coleta de dados, segundo o documento, sem reproduzir as falas. Paxton disputa vaga no Senado.
Sobre o processo
O procurador busca impedir uso de dados sem consentimento, ampliar transparência e responsabilizar a empresa por danos civis. O caso tramita no estado do Texas, com possível desdobramento nacional.
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