Oposição a Lula no Senado articula ações para frear a tramitação da PEC do fim da escala 6×1, citando riscos à estratégia eleitoral. A ideia é evitar que o tema avance nas duas Casas antes da eleição.
A atuação envolve pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com uma comunicação a Hugo Motta, presidente da Câmara. A finalidade é desacelerar o ritmo do texto e ampliar o tempo de discussão.
Para os opositores, estender o debate na Câmara até junho criaria uma justificativa para manter a PEC à espera no Senado, especialmente em agosto e setembro, quando parte dos parlamentares está em campanha.
Estratégia de timing
Motta informou que pretende cumprir o calendário acordado com Lula, com aprovação na Câmara até o fim de maio. A oposição avalia que o calendário pode gerar janelas de menor atividade no plenário.
Ainda segundo fontes próximas, o apelo à demora envolve estimativas de que a pauta seja apreciada pelo Senado apenas após as eleições, caso as conversas avancem entre Senado, Câmara e governo.
Apostas sobre a eficácia da estratégia divergem. Mesmo com o apoio de setores da oposição, há reconhecimento de que a medida tem forte apelo popular e poderia ser explorada por governistas durante o período eleitoral.
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