O Supremo dos Estados Unidos abriu caminho para que os republicanos do Alabama redesenhem o mapa eleitoral do estado para o Congresso, favorecendo o partido antes das eleições de meio mandato. A decisão suspende ordem de instância inferior que bloqueava o desenho, em meio a críticas de discriminação racial.
A ação segue a recente decisão da corte que restringiu a Lei de Direitos de Voto. A maioria conservadora da Suprema Corte foi responsável pela suspensão, permitindo que o mapa preferido pelos republicanos possa seguir adiante.
A instância inferior havia considerado o mapa discriminatório e capaz de diluir o poder de voto da população negra no Alabama. A mudança envolve um segundo distrito de maioria negra que poderia ser reduzido para favorecer o domínio de outros distritos.
Implicações e contexto
A disputa por redesenho de distritos está em evidência nos EUA, num ano em que o Partido Republicano teme perder a maioria nas Casas do Congresso. A decisão pode influenciar a composição de eleições futuras no estado, onde dois distritos negros são ocupados por Democratas.
Em 29 de abril, a Suprema Corte derrubou o mapa da Louisiana por uso excessivo de raça na delineação dos distritos, o que reacendeu debates sobre a proteção igualitária. A decisão é parte de um conjunto de revisões da jurisprudência sobre voto.
Além do Alabama, outros estados analisam mudanças em mapas eleitorais após o recorte da lei de direitos de voto. Nos documentos, autoridades do Alabama argumentaram que o mapa vigente também apresentava defeitos constitucionais semelhantes aos da Louisiana.
Divergência divergente na Corte ficou a cargo da juíza Sonia Sotomayor, que destacou que a decisão do tribunal inferior sobre o Alabama foi mais ampla e apontou discriminação ao diluir votos de eleitores negros.
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