O ministro Guilherme Boulos (PSOL), da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou nesta terça-feira (12) que a PEC da Anistia tem baixa viabilidade política no Congresso Nacional. A proposta defende perdão a condenados pelos atos de 8 de janeiro e voltou a ocupar o centro do embate entre governo e bolsonarismo após decisões recentes do STF.
Boulos disse considerar a movimentação da oposição uma tentativa de proteger aliados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, os defensores da PEC visam reduzir efeitos jurídicos para Bolsonaro e outros investigados relacionados aos atos golpistas.
A retomada de força da PEC ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes suspender os efeitos da Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso e promulgada recentemente. A norma previa redução de penas para condenados pelos eventos de 8 de janeiro, mas a aplicação foi interrompida até o STF concluir a constitucionalidade.
Contexto recente
A posição de Boulos reflete o cenário atual de tensão entre o governo e lideranças bolsonaristas. A discussão sobre anistia volta a ganhar destaque no teclado político, com impactos potenciais sobre decisões judiciais e alinhamentos no Congresso.
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