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Governo Lula gasta R$ 2,5 bilhões com viagens em 2025, aponta BPMoney

Governo gasta R$ 2,5 bilhões com viagens em 2025; maioria em território nacional e gastos sigilosos somam R$ 418 milhões

Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva | WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gastou R$ 2,5 bilhões com viagens nacionais e internacionais em 2025, segundo levantamento com dados oficiais da administração federal. O montante engloba deslocamentos de órgãos e autoridades em todo o país e no exterior.

A maior parte das despesas ocorreu em viagens dentro do Brasil, totalizando R$ 1,8 bilhão. Despesas classificadas como confidenciais somaram R$ 418 milhões, e as viagens internacionais representaram R$ 249 milhões. Despesas sem destino identificado somaram R$ 15,4 milhões.

Viagens sob sigilo concentram recursos

Os dados apontam que, em muitos casos, apenas o órgão responsável e o período do deslocamento são informados, sem identificar os servidores. A Polícia Federal liderou o gasto com sigilo, com R$ 251 milhões, seguida pela Polícia Rodoviária Federal, com R$ 120 milhões.

O Ministério da Justiça registrou R$ 39,7 milhões em viagens com restrição de acesso, enquanto o Ministério da Defesa informou R$ 280 mil nesses registros. Esses valores refletem decisões de sigilo em determinados deslocamentos.

Despesas internacionais se destacam em alguns nomes

Entre os deslocamentos mais caros está a viagem do almirante Renato de Aguiar Freire para Singapura, para abertura de evento, com custo total próximo de R$ 260 mil, dos quais R$ 246 mil foram de passagens.

Pietro Sampaio Mendes, então presidente do Conselho de Administração da Petrobras, viajou ao Emirados Árabes e à Arábia Saudita, com agenda internacional que custou R$ 246 mil, sendo R$ 229 mil em passagens. A diretora-executiva da Presidência da COP30, Ana Toni, também realizou compromissos oficiais em diversos países.

Principais destinos internacionais

Entre os destinos mais onerosos figuram Paris, com R$ 12,7 milhões em passagens, e Genebra, com R$ 11,2 milhões. Washington aparece com R$ 7,9 milhões e Pequim com R$ 7,7 milhões, em diferentes deslocamentos oficiais.

O levantamento também registra viagens para destinos menos comuns, como Kigali, Ilhas Maurício e Cotonou, ampliando o conjunto de representar oficiais em missões internacionais.

Defesa, políticas públicas e justificativas oficiais

A Presidência da República informou que os gastos seguem a legislação aplicável e integram a execução de políticas públicas federais. Segundo o governo, as restrições de acesso a informações visam proteger investigações, atividades de inteligência e ações de fiscalização.

A gestão ressaltou que análises isoladas podem distorcer a leitura sobre gastos públicos, defendendo a necessidade de contextualização para avaliação de despesas.

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