Himanta Biswa Sarma tomou posse como chefe de governo de Assam, no nordeste da Índia, para um segundo mandato consecutivo. O anúncio ocorre após a vitória do BJP nas eleições da assembleia, realizada em 9 de abril, com 82 das 126 cadeiras. Os aliados garantiram mais 20 cadeiras.
O BJP manteve o poder em Assam desde 2016, quando assumiu pela primeira vez. A legenda alcançou crescimento de apoio, com participação de 38% conforme a contagem oficial de votos, frente a menos de 12% de uma década atrás. Sarma é visto como uma peça-chave nesse fortalecimento.
Sarma representa Jalukbari, bairro de Guwahati, ponto inicial de sua carreira política. Ele integra o BJP desde 2015, após passagem pela Congress. Como ministro no governo anterior, liderado por Tarun Gogoi, ele ajudou a moldar a expansão regional do partido no nordeste.
A mudança de lealdade de Sarma, junto a deputados fiéis, é considerada um golpe para o Congresso local. Observadores apontam que o movimento foi um marco, acelerando o crescimento do BJP na região e abrindo espaço para alianças com grupos locais.
Desde então, Sarma atua como uma das principais organizadoras políticas do BJP no nordeste, fortalecendo vínculos com estados como Arunachal Pradesh, Manipur e Tripura. Sua atuação inclui campanhas fortes, programas de bem‑estar e controle organizacional.
Críticas ao governador destacam uma mensagem política mais divisiva, centrada em imigração e identidade regional. A imigração de Bangladesh vizinho é tema sensível em Assam, influenciando debates históricos sobre idioma, terras e cidadania.
Defensores de Sarma citam obras públicas como estradas, pontes e programas de bem‑estar, como o Orunodoi, que oferece auxílio financeiro a mulheres de baixa renda, como pilares de sua gestão. O apoiam como administrador eficaz nesses aspectos.
Entre na conversa da comunidade