A Polícia Federal nomeou 621 aprovados no concurso para agentes, com a publicação da portaria DGP/PF n° 1.640 no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 12 de maio de 2026. A nomeação ocorre no primeiro dia útil após a conclusão do Curso de Formação Profissional, etapa final do certame. Os novos agentes já podem exercer o cargo.
O curso ocorreu entre 26 de janeiro e 8 de maio de 2026. A nomeação abrange as vagas imediatas do concurso aberto em maio de 2025, destinadas ao preenchimento rápido de vagas na PF.
A PF também recebeu autorização para convocar excedentes do concurso, totalizando 705 vagas adicionais para agentes, além de outras funções com oportunidades. A medida busca recompor o efetivo da instituição.
Elementos do quadro de excedentes
O governo assinou decreto autorizando a chamada de mil excedentes para o concurso PF. Distribuição: 705 agentes, 176 escrivães, 61 delegados, 38 peritos criminais e 20 papiloscopistas. A nomeação dos excedentes será escalonada.
A aprovação de excedentes depende de autorização especial do governo, pois excede o limite de 25% além das vagas iniciais previstas na legislação. A medida atende a déficits de pessoal em áreas-chave.
Com base em documentos oficiais, o efetivo da PF não acompanhou o crescimento da demanda, especialmente em combate ao crime organizado, crimes financeiros e delitos cibernéticos. A instituição tem visto redução no quadro de servidores nos últimos anos.
Prazo e calendário de provimento
Fontes técnicas indicam o cronograma de provimento dos excedentes para os próximos meses. Delegado, perito criminal, escrivão e papiloscopista devem ser nomeados em setembro de 2026, enquanto o agente tem previsão de nomeação em dezembro de 2026.
O governo traça um plano maior para recompor o efetivo da PF, com estimativas de mil vagas imediatas, mil excedentes em 2026 e 508 excedentes adicionais em 2027. A expectativa é que o edital vigente cubra a maior parte das vagas.
Contexto e impactos
Caso sejam cumpridas todas as etapas, o concurso PF pode superar 2.500 nomeações. A estratégia busca preencher vagas existentes sem a necessidade de novo edital no curto prazo, utilizando aprovados do certame atual.
A PF informou que há candidatos suficientes no cadastro de reserva para preencher as vacâncias. A expansão ocorre em meio a desafios de segurança pública e demanda por atuação em áreas estratégicas.
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