O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o New York Times ao defender uma reforma do espelho-d’água de Washington, afirmando que o projeto não é apenas uma pintura, mas um trabalho complexo de construção. A declaração ocorreu após uma reportagem sobre custos da obra.
Trump alegou que governos anteriores, de Barack Obama e Joe Biden, desperdiçaram ao menos US$ 55 milhões em tentativas fracassadas de reparo. Segundo ele, as intervenções teriam mantido o espelho-d’água fechado por anos, com vazamentos e odor.
Ele disse ainda que sua proposta evitaria um gasto estimado em US$ 400 milhões e reduziria o prazo das obras de quatro anos para duas semanas. O republicano criticou o jornal e o repórter envolvido na reportagem.
A reportagem do NYT revelou que o Departamento do Interior elevou o valor do contrato com a Atlantic Industrial Coatings para US$ 13,1 milhões, para a reforma do Reflecting Pool. O jornal informou que Trump havia indicado um orçamento de US$ 1,8 milhão.
De acordo com o material, o governo concedeu o contrato sem licitação sob justificativa de urgência, visando concluir o projeto antes das celebrações do 250º aniversário da independência, em 4 de julho de 2026.
Trump afirmou que não participou da escolha da empresa, alegando que o Departamento do Interior o contratou sem seu conhecimento. A reportagem do NYT também mencionou ações judiciais movidas por uma organização de preservação arquitetônica.
Contexto e custos da reforma
A entidade de preservação argumenta que as alterações no monumento não passaram por análise prévia exigida por leis de proteção a marcos históricos, o que levou a questionamentos legais sobre o projeto. As informações foram divulgadas após o enfoque do presidente.
Procedimentos e desdobramentos
O governo não comentou oficialmente sobre possíveis novas licitações ou ajustes contratuais. A imprensa acompanha a repercussão política das acusações de Trump e a posição de autoridades do Interior sobre o andamento da obra.
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