Na manhã desta quarta-feira, 13 de maio de 2026, veio à tona um áudio que envolve Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O conteúdo sugere uma negociação de recursos para o filme Dark Horse, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ninguém próximo à campanha de Flávio tinha conhecimento prévio da troca de mensagens.
Após o vazamento, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, Rogério Marinho, coordenador de campanha, e Flávio Bolsonaro se reuniram em Brasília para decidir a resposta estratégica. A reunião teve o objetivo de conter os danos e definir a linha de defesa a ser adotada publicamente.
Durante o encontro, o senador foi questionado sobre a participação em festas promovidas por Vorcaro. Flávio negou qualquer envolvimento além de uma relação contratual relacionada ao financiamento do projeto. O tom da avaliação interna é de que a situação não deve extrapolar a margem de erro das pesquisas.
A orientação interna é deixar a poeira baixar enquanto minimiza a importância da troca de mensagens. Flávio deve conceder entrevistas a veículos nacionais na quinta-feira, 14 de maio, para esclarecer que a relação com Vorcaro era estritamente contratual e que as mensagens tiveram apenas o objetivo de cobrar o compromisso financeiro.
Mesmo com o contratempo, o PL não se mostra alarmado. A legenda já monitorava a possibilidade de o presidente Lula abrir vantagem nas pesquisas de junho, estimando abertura de pelo menos 4 pontos. A avaliação interna é de que os áudios não devem causar impacto relevante fora da margem de erro prevista.
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