O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva, afirmou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, que as investigações sobre o Banco Master não atingirão a campanha do senador Flávio Bolsonaro. Disse não haver comprovação de envolvimento de políticos de direita e classificou o termo BolsoMaster como eleitoreiro. O local foi Brasília, durante café da manhã com jornalistas.
Ele disse não ter visto o vídeo em que Flávio defende Ciro Nogueira como vice, mas ressaltou que, caso haja envolvimento com o Master, é ruim para o palanque presidencial. Afirmou ainda que a oposição não tem evidências de participação de seus membros no caso.
O tema já ganhou uso político com o termo BolsoMaster, associado a investigações da PF. Parte da narrativa envolve um vídeo antigo em que Flávio cita Ciro Nogueira como possível vice, reforçado nesta semana por declarações de Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
Contexto e desdobramentos
Aliados de Jair Bolsonaro aparecem nas investigações. Nikolas Ferreira utilizou um jato ligado à Prime You, ligada a um ex-CEO do Master, durante o segundo turno de 2022. A defesa afirma tratar-se de terceirização de logística, não de responsabilidade direta do então candidato.
Ferreira afirmou que a organização dos voos foi feita por terceiros, e que não cabe a ele responder por desdobramentos envolvendo sócios da empresa proprietária. A trajetória do caso menciona ainda outros nomes, como governadores e responsáveis regionais.
Entre os citados estão Cláudio Castro, Ibaneis Rocha e Tarcísio de Freitas. Tarcísio, por sua vez, disse que o assunto não o envolve e que as suspeitas devem ser investigadas. Os relatos indicam doações associadas a campanhas eleitorais, com valores relevantes para o debate público.
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