O Ministério Público do Ceará, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-CE) e órgãos de fiscalização acompanham novas informações sobre contratos milionários de videomonitoramento e tecnologia no estado. Investigações apontam possíveis irregularidades administrativas e indícios de práticas anticoncorrenciais em pregões eletrônicos ligados a contratos de tecnologia, telecomunicações e monitoramento.
A IPQ Tecnologia é citada nas apurações, ainda em foco nas falhas observadas em sistemas de reconhecimento facial instalados em parte das câmeras. Acompanham as apurações o TCE-CE, o MP e órgãos ligados à Etice, empresa pública estadual de Tecnologia da Informação.
As apurações ganharam repercussão após relatos de falhas no reconhecimento facial, que já teriam confundido rostos com objetos. A área técnica aponta que o projeto estadual prevê cerca de 2,5 mil câmeras, com parte delas com reconhecimento facial e outra apenas para captação.
Desdobramentos
Os contratos investigados somam aproximadamente 254 milhões de reais, segundo a imprensa nacional. Órgãos de controle revisam documentos técnicos, propostas comerciais e registros digitais envolvidos nos pregões.
Em 2025, o TCE-CE determinou a suspensão cautelar de atas de registro de preços relacionadas aos contratos, para aprofundar a análise das propostas. Além do Ceará, a IPQ Tecnologia é mencionada em procedimentos em outros estados, como o Rio Grande do Sul.
A investigação não definiu uma decisão judicial final até o momento. As análises técnicas e administrativas seguem em curso para verificar a regularidade das licitações e do sistema de videomonitoramento.
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