O presidente Lula decidiu manter Simone Tebet e Marília Campos como candidatas ao Senado, descartando-as para disputar governos estaduais em São Paulo e Minas Gerais. A medida foi comunicada a aliados com o objetivo de preservar recursos e evitar desgaste político.
Tebet é citada como possível vice na chapa de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes, enquanto Campos é apontada como candidata ao governo de Minas Gerais. A estratégia visa fortalecer o desempenho do PT no Senado diante de cenários estaduais.
A decisão ocorre em meio às dificuldades do PT para fechar palanque em Minas, especialmente após a desistência de Rodrigo Pacheco. Lula confirmou que as duas têm cacife para uma cadeira no Senado caso haja ajuste de prioridades.
No âmbito nacional, aumenta o clima de cautela com a composição de três áreas sensíveis: o desempenho no Senado, a viabilidade eleitoral de candidaturas regionais e a necessidade de ampliar o eleitorado do PT. A tática busca reduzir a rejeição ao partido.
Em Minas, há propostas envolvendo nomes como Alexandre Kalil, Josué Gomes e Jarbas Soares, defendidas por diferentes setores do PT. Em São Paulo, a atenção está voltada para a definição da vice de Haddad, com busca por perfil capaz de atrair novos eleitores.
Contexto estratégico
A leitura interna é de que o PT prioriza o fortalecimento no Senado para atravessar o ciclo legislativo com maior capacidade de apoio a agendas do governo. A orientação aos diretórios regionais é a de abrir mão de disputas estaduais quando necessário.
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