O governo brasileiro iniciou a demarcação do território indígena do Pardo River Kawahiva, no noroeste do Brasil, para proteger a comunidade Kawahiva isolada. A demarcação abrange 410 mil hectares entre Mato Grosso e Amazonas e visa evitar ocupação por fazendas, garimpo e madeiras.
O processo, confirmado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) na semana passada, veio após mais de 27 anos de estudos. A estimativa é que cerca de 290 Kawahiva vivam na área. Especialistas afirmam que a demarcação é essencial para a proteção física do território.
A demarcação enfrenta ações judiciais de grupos ligados ao agronegócio, que tentam impedir o avanço. Ainda há tensões políticas, com a proximidade das eleições presidenciais em outubro.
Desafios de proteção e participação
Indígenas e especialistas destacam a necessidade de marcar fisicamente o território para criar santuários naturais protegidos. A presença de marcadores geodésicos e monitoramento é considerada vital para evitar invasões.
Funcionários da Funai promovem zonas-tampão nas bordas do território para impedir degradação ambiental. A medida busca reduzir riscos de conflitos entre comunidades isoladas e atividades econômicas na região.
Contexto e perspectivas
Organizações indigenistas ressaltam que a demarcação de outras terras de povos isolados deve avançar, com apoio de políticas públicas estáveis. A avaliação é de que a proteção de áreas indígenas reduz índices de desmatamento em relação a áreas não protegidas.
A imprensa aponta que a demarcação do Pardo River Kawahiva depende de sanção presidencial para virar marco definitivo. Especialistas destacam a importância de ampliar o reconhecimento de territórios isolados e fortalecer a atuação institucional.
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