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PL em Sergipe: pré-candidato diz que mulheres não devem ocupar cargos políticos

Valmir de Francisquinho, pré-candidato do PL em Sergipe, afirma que mulheres não devem ocupar cargos políticos; declarações provocam críticas e remetem à inelegibilidade pelo TSE

Valmir de Francisquinho teve a candidatura barrada pelo TSE em Sergipe em 2022
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Valmir de Francisquinho, ex-prefeito de Itabaiana (SE) e pré-candidato do PL ao governo de Sergipe, disse que mulheres não devem ocupar cargos políticos. A declaração foi feita durante entrevista à rádio local Itabaiana FM, na sexta-feira passada, após questionamento sobre a possível candidatura da esposa, Thaylane Monique.

O Geo da polêmica começou a divergir de uma posição particular do candidato, que, segundo ele, teve distorção para incentivar ataques contra sua pessoa. Em resposta, Valmir afirmou ter histórico de decência e respeito às mulheres e citou ações anteriores em favor de participação feminina na gestão pública.

Histórico e defesa

Valmir destacou que, em 2012, lançou sua vice e contou com o apoio de mulheres em cargos estratégicos. Segundo ele, nove das 13 secretarias da primeira gestão foram comandadas por mulheres. O ex-prefeito também afirmou ter conversado com Monique sobre eventual participação política, mas que ela não tem pretensões políticas.

Repercussão e contexto

Adversários criticaram as falas, com a deputada Kitty Lima destacando que a afirmação implica deslocar a mulher da política e reforça uma visão retrógrita. A parlamentar defende maior participação feminina em leis, orçamento e espaços de decisão.

Representação feminina na política

Dados do TSE mostram que, apesar de 53% do eleitorado ser feminino, apenas 34% dos candidatos são mulheres e 17% conseguem se eleger. No Senado, mulheres representam menos de 20% das cadeiras; na Câmara, cerca de 17,7%.

Histórico do pré-candidato

Valmir de Francisquinho teve a candidatura barrada pelo TSE em 2022 e foi condenado em 2018 por abuso de poder político e econômico, tornando-o inelegível por oito anos. A defesa recente sustenta que suas falas foram mal interpretadas e não representam sua visão política.

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