O Ministério Público do Peru pediu a prisão de Roberto Sánchez, candidato da esquerda, por suposta falsa declaração de doações de campanha entre 2018 e 2020. A denúncia aponta inconsistências nos relatos do partido Juntos pelo Peru. O pedido soma cinco anos e quatro meses de prisão.
No mesmo dia, Sánchez foi confirmado no segundo turno da eleição presidencial de junho, rivalizando com Keiko Fujimori, favorita, e com Rafael López Aliaga, de atuação ultradireita, que chegou ao segundo turno em candidatura anterior.
A acusação sustenta que Sánchez recebeu mais de 57 mil dólares em contribuições de membros do Juntos pelo Peru para atividades partidárias, não declaradas ao ONPE. O líder esquerdista nega as irregularidades e diz que houve tentativa de descredibilização política.
O caso foi apresentado aos tribunais em janeiro de 2026, com rejeição parcial da Justiça e reformulação pelos promotores. Uma audiência foi marcada para 27 de maio para decidir se haverá julgamento ou arquivamento.
Segundo o Ministério Público, Sánchez teria atuado como responsável pela declaração de receitas e contribuições de organizações políticas em diferentes campanhas. A defesa afirma que não houve fraude nem uso indevido de recursos.
O pleito avança com atraso de apuração na soma de votos. Até 99,94% dos votos apurados, Fujimori lidera o primeiro turno com 17,1%. Sánchez figura com 12%, enquanto López Aliaga registra 11,9%.
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